Nesta unidade do livro três, refere-se sobre a educação indígenas, analisando o que li, senti que existe um históricos que desencadeia inúmeras faltas e falhas sobre os povos Indígenas de nossa terra, isso vem desfavorecendo muita visibilidade dos indígenas nas unidades escolares refletindo no pouco ou nenhum conhecimento. Sendo assim, posso citar alguns pontos de dificuldade do cenário: escassez de materiais didáticos sobre os povos indígenas; carência de pesquisas sobre a questão indígena; deficiência no trato proposto nas escolas - ainda abordando os conhecimentos indígenas de forma superficial e, muitas vezes, alimentando o preconceito; desconhecimento, por parte dos profissionais da educação que determinam as etnias; pouca noção ou desconhecimento das etnias que existiram e existem na atualidade por parte dos vários segmentos educacionais; inexistência de formação continuada para professores que refaçam o jeito de ver as nossas heranças indígenas, dentre outros.
Falando em herança, A memória, a consciência histórica, dos brasileiros de uma maneira geral é infelizmente fragmentada, desassociada, com sérias falhas ao que se refere ao protagonismo e a contribuição cultural e histórica indígena para a construção de nossa sociedade.A herança das culturas indígenas em nossa cultura é extremamente presente no nosso dia a dia como brasileiros, ainda que não saibamos reconhecer-la. Segundo Darci Ribeiro. A lista de nomes é extensa e continua aumentando. Há milhares de expressões. tais como:
Ficar com nhenhenhém – que quer dizer falando sem parar, pois nhe’eng é falar em tupi.
Chorar as pitangas – pitanga é vermelho em tupi; então, a expressão significa chorar lágrimas de sangue.
Cair um toró – tororó é jorro d’água em tupi, daí a música popular “Eu fui no Tororó, beber água e não achei”.
Ir para a cucuia - significa entrar em decadência, pois cucuia é decadência em tupi.
Vecalha coro é velha resmungona – kuruk é resmungar em tupi.
Socar – soc é bater com mão fechada.
Peteca - vem de petec que é bater com a mão aberta.
Cutucar - espetar é cutuc.
Sapecar - é chamuscar é sapec, daí sapecar e sapeca.
Catapora – marca de fogo, tatá em tupi é fogo.
O significado de grande parte dos nomes de lugares só se sabe com o tupi. Como nomes de bairros da cidade de São Paulo.
Pari é canal em que os índios pescavam,
Mooca é casa de parentes,
Ibirapuera é árvore antiga,
Jabaquara é toca dos índios fugidos,
Mococa é casa de bocós – bocó é tupi.
Para mim, nossos índios devem ser olhado, admirado e sempre protegido por todos nós.

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